Ilvia. 3.3. Goiana, Escoteira, Lingüísta e Agente de Viagens. Prefiro sol a chuva, calor a frio, chocolate a qualquer outro doce. Jean Paul Gaultier no pescoço. Chico, Tom, Oswaldo, Elis, Maria Rita, Chiclete com Banana e Pedra Letícia. Viajar. Polinésia Francesa. Capricórnio, dizem por aí, mas o ascendente em Câncer é o que vale pra mim. Se é que acredito nisto.
Eu sou daquele tipo que logo de cara se apaixona pelas pessoas, acredita, despeja amor e carinho pelo simples fato de ver o outro feliz. O outro pode ser um amigo, pode ser alguém que fiquei uma noite, duas, um ano, uma parte da minha vida.
Sou assim, gosto de ser assim, mas as vezes sinto falta da reciprocidade. Claro, não posso esperar que as pessoas sejam iguais. Mas também não sou tão altruísta a ponto de não esperar nada de ninguém. Eu quero, eu preciso de carinho, de atenção, de ser lembrada, de me sentir querida. O que todo mundo quer...
Sei que passo aquela impressão de ser totalmente independente em relação aos meus sentimentos, mas no fundo sou mais uma carente. As vezes sei lidar com isto, as vezes não. E estou no momento do não.
Desde ontem não tenho me sentido bem... não fisicamente, mas acho que é um daqueles momentos de depressãozinha que começam com uma noite mal dormida, um pensamento besta e a vontade de ser amada loucamente.
O passado, o presente, o futuro. Não sei em que parte me perdi ou se foram nas três. Tô me sentindo meio sem lenço, sem documento... não sei bem o que é isto tudo. Mas não tô legal...
E não é que hoje faço 26 anos de Promessa Escoteira. É uma vida inteirinha! E eu só tenho a agradecer por fazer parte de tudo isto. Nem consigo me imaginar longe do escotismo. Aliás, nem quero, que é melhor.
Semana cheia de celebrações. Vinda do Raphael pra cá no começo da semana, aniversário da Carlinha, aniversário de casamento dos meus pais, aniversário do meu grupo carioca e amanhã anivrsário do Sapão. Semana importante esta de abril.
E falando em semana... na próxima sexta estarei neste horário em meio a muitos queridos no congresso escoteiro de Aracruz (ES). Eita abril de alegrias este!
Promessas sendo cumpridas. Abril começou divertido. Festa, feira, reencontros, conversas, novidades, repetições engraçadas, amigos inesperados, vontade de comer mais chocolate. Pronto, diversão instalada. No meu coração? Também! Ele dá cambalhotas.
As vezes, só as vezes, tenho uma vontade absolutamente egoísta de fazer o mundo girar em torno do meu umbigo, para ter tudo o que quero a minha volta, ao alcance das minhas mãos, assim sem mais. Especialmente as pessoas que eu gosto. Porque querendo ou não é difícil não poder ter todo mundo perto, não poder dar e receber atenção, receber os abraços que preciso (quase como o ar que eu respiro) e dar o carinho que eu acho que cada um merece. Ô mundo grande, meu Deus!
Noite de sexta gostosinha em casa. Estava com saudades disto. Ver TV, lixar as unhas, ouvir músicas numa seqüência sem lógica, de pernas pra cima, em frente ao computador, de camisola e lembrando que amanhã eu não trabalho. Aliás, este é o primeiro final de semana que tenho só pra mim (e para o grupo escoteiro, claro), sem mais. O que vou fazer amanhã a noite? Não sei! E domingo? Também não... hahahahaha. E estou feliz!
E no final das brincadeiras o melhor é a certeza de que a gente brincou. Pelo prazer de estar vivo, pela honra de desfrutar de cheiros, tatos, barulhos e afetos. Que a gente ande por aí orgulhosos dos nossos privilégios e alegrias. Conta pra mim o que vê e eu andarei por nós. Olha pra mim, olha por mim e eu te levo. O mundo todo é assim. Que seja assim!! Que quem não canta dance a voz do outro! Quem não toca, que dance pousado nos acordes de quem toca! Porque perfeito, só tudo junto. Só uma das mãos não faz o aplauso, só uma boca jamais fará o beijo. Todos juntos, sim, podem formar a imensa risada, que quando for realmente enorme, Deus vai ouvir e nunca mais vai se sentir sozinho.
Achei lindo este texto que o Oswaldo Montenegro escreveu para uma peça que o irmão dele montou para cadeirantes e cegos. :)
O acampamento foi maravilhoso! Esta foto é da entrada do local, que é lindo. E várias vezes me peguei olhando para este lugar agradecendo pelo privilégio de estar ali, de ser escoteira, de poder guardar tantos momentos bonitos no meu coração.
Eu sempre brinco que tem coisas que só o escotismo faz por você, mas no final das contas isto acaba não sendo brincadeira. O sorriso de uma criança, a bagunça gostosa do adolescente, a piadinha e o violão antes de dormir, o boa noite da tropa toda, a canção da despedida, o amor do meu pai por isto tudo, os amigos queridos de todos os lugares... é, tem coisas que só o escotismo faz por mim.
E que Deus e B.P. continuem me deixando vivenciar tudo isto por muitos e muitos anos.
A gente pisca e pronto, já estamos no dia 20 de março. Tempo maluco que passa correndo quando tudo está bom! Mas quer saber? Não vou reclamar não. Se tudo continuar caminhando bem assim, pode correr tempo, pode chover, pode tudo que eu vou achar que é um lindo dia de sol na praia.
Meu coração anda meio agitado. Cutuco daqui, pergunto dali, mas ele não me conta o que está tramando. Mas meu coração não é leviano. Ele me trata bem, muito bem. Não vai me meter em nada que não me faça feliz. :)
E estou indo acampar logo mais a noite. Que não haja dúvidas que será maravilhoso!
Não pense que o mundo acaba Ali aonde a vista alcança Quem não ouve a melodia Acha maluco quem dança Se você já me explicou Agora muda de assunto Hoje eu sei que mudar dói Mas não mudar dói muito Dizia Erasmo de Rotterdan Que o pai da loucura é Platão A mãe dela é a juventude E dizem que teve um irmão Que batizou enstusiasmo E mora no Maracanã Passeia em casais abraçados E dorme no colo de Yansã A natureza não precisa de arte O amor não precisa do poeta Às vezes, é o porto que parte E é o alvo que procura a seta Talvez seja filosofia Talvez seja falta de assunto Mas não há quem dirá (quem diria) A verdade só, só junto Que junto a verdade aparece E ser só metade é ser só E só quem amou sabe disso Gigante olha a pedra e vê pó
O Carnaval acabou, mas foi maravilhoso. As lembranças vão ficar pra sempre bem guardadas. Uma semana com pessoas incríveis, que me fizeram rir, cantar, dançar, pular, suar e chorar por ter que deixá-las. Se eu pudesse juntava todo mundo de novo o quanto antes. Mas reencontros são possíveis e acontecerão, se Deus quiser. E que Deus salve o Rio de Janeiro que é sempre palco de coisas maravilhosas em minha vida.
Mas é carnaval Não me diga mais quem é você Amanhã, tudo volta ao normal Deixe a festa acabar Deixe o barco correr Deixe o dia raiar Que hoje eu sou Da maneira que você me quer O que você pedir Eu lhe dou Seja você quem for Seja o que Deus quiser...
Quase um mês sem postar nada. Nesse meio tempo trabalho corrido, final de ano do escotismo, viagem pra Brasília e rubéolaaaaaaaaa. Que todo mundo que não tenha tomado vacina que o faça. Ninguém merece, viu?
Ah, e este recado aqui é para o Cupido no ano que vem:
Desde segunda-feira estou trabalhando novamente na Cerrado Turismo. Não, eu não voltei pra lá... estou só cobrindo as férias da minha ex-chefe. Ela precisava viajar, eu precisava trabalhar (ainda que por pouco tempo) e então pronto. Engraçado constatar que mesmo depois de um ano fora de lá as coisas continuam do mesmo jeito. Mesmo clima que me divertia, piadinhas internas, momentos de correria, outros de calmaria enlouquecedora. Tenho uma semana pela frente lá dentro e espero que não passem destes bons momentos.
Ah, e ainda ganhei um apelido: Severinaaaaaaaaaaaaaaaaa... quebra galho. Cara crachá, cara crachá! Hahahahahahahaha
Foto tirada na Ilha Fiscal, onde foi realizado o tal último baile do Império. Nosso amigo "Dão" Pedro II, como a guia local repetia, sempre me gerou algumas curiosidades e incertezas. Sempre tive um quê de admiração por ele, apesar de ter sempre ouvido nas aulas de História as coisas não tão agradáveis do Brasil Império.
Esta semana uma matéria na revista Veja sobre ele (aliás, é a capa da semana) me chamou muito a atenção e minha admiração cresceu. Claro, não desmerecendo as coisas erradas do passado, mas a visão do estadista Pedro II ficou mais forte em mim. Estou louca para ler a biografia recém saída dele, escrita por José Murilo de Carvalho.
Veraneio. Como era bom passar todo o verão na praia, sem compromisso com nada, nem sapato eu usava. E a turma de verão então? Aquela que se encontrava todos os anos na praia do Bessa, em João Pessoa? Meu primeiro beijo, meu primeiro namorado... tudo veio desta turma. Eu os conheci a uns 18 anos atrás e perdi o contato com a maioria depois que os meus verões começaram a ser menores. Mas graças ao orkut eu pude encontrar muita gente. E estamos planejando um reencontro. A maioria está casada e tem filhos. Mas a tia Ilvia está louca para rever todo mundo e conhecer seus sobrinhos.
Hoje ouvi algumas vezes Os Saltimbancos. Meu Deus, que saudade disto. Como só consegui o áudio então fiquei imaginando sozinha a saga dos animais, a pousada do Barão, a gata manhosa, o jumento, o cachorro, a galinha. A-d-o-ro a música da gata. Até achei a capa do LP na internet.
Como é bom saber que tive uma infância repleta de coisas mágicas, lindas, puras. Musicais infantis montados por Chico Buarque, Vinícius e tantos outros. A gente tem que conservar isto, nunca deixar ir embora. Vi que há montagens dos Saltimbancos ainda hoje no teatro e fico feliz.
Estava ali vendo o DVD A partir de agora, último lançado pelo Oswaldo Montenegro que comprei depois do show dele e só tive tempo de ver hoje, e me debulhei em lágrimas. Me impressiona e me comove qualquer manifestação de amizade tão profunda e senti uma inveja de anjo (como disse Madá) da amizade que eles têm. Oswaldo e Madalena. Me impressiona que em 30 anos de casamento, depois amizade, as coisas só fiquem cada dia maiores. É lindo ver Madá falando que a vida fica mais leve quando se tem um amigo como ele.
Talvez eu sinta falta de algo tão forte assim em minha vida. "Não é que eu não tenha amigos não, não é que eu não dê valor", mas parece que eu não cheguei nem perto nem tão profundamente ainda. Me impressiona, me comove, me faz pensar... inveja de anjo, Ilvia, inveja de anjo.
Estou precisando sentir o gostinho da poeira na estrada. Botar a mochila nas costas e ir para algum lugar com os amigos ou até mesmo sozinha. Aquela coisa de passar uns dias longe da rotina. Estava aqui fazendo as contas e este é o ano em que menos viajei. Sou realmente acostumada a ir sempre pra algum lugar várias vezes ao ano. Então tenho uma doença e o remédio é viajar. Longe, perto... enfim, viajar.
Ando me sentindo só... aquela solidão doída de quem vê o trem indo embora com o grande amor da sua vida. A solidão dos amigos que estão longe, mesmo que dentro do coração. A solidão do abraço, do afago, do carinho, de um olhar conhecido.
Tenho passado mais tempo calada do que falando, mas não porque aprendi a ouvir mais, mas por falar mais comigo mesma do que com as outras pessoas. E simplesmente não sei o que fazer...
Absolutamente maravilhoso! Em meio a lágrimas e muitos sorrisos eu me diverti muito. Salve Oswaldo Montenegro, que Deus sempre mantenha Madalena iluminada, Alexandre pra sempre Meu Rei, Pedro a maravilha que é na batera e Caíque um mestre do som. Preciso agradecer a Fernanda pelas emoções de ontem.
Alegria, alegria... as coisas tem caminhado no ritmo que eu preciso para colocar minha vida no rumo que sempre quis. Um ajuste aqui, outro ali constam na programação, senão qual seria a graça de viver tudo isto? O caminho pode parecer as vezes uma estrada cheia de lombadas, mas eu sei que ele me levará onde preciso chegar.